Quadros Decorativos no Brasil 2026: Mapa Completo do Mercado
Quadros decorativos no Brasil 2026: o mapa do mercado
Estudo independente baseado em fontes públicas oficiais (IBGE, ABComm, IEMI/ABCasa, NielsenIQ, CNDL/SPC) que consolida o mercado brasileiro de decoração e quadros decorativos em 2024-2026.
Resumo executivo
O essencial em quatro parágrafosO mercado de artigos para casa no Brasil atingiu R$ 102 bilhões em 2024, com crescimento de 8,7% [Fonte: IEMI/ABCasa, 2024]. O e-commerce brasileiro deve faturar R$ 258 bilhões em 2026 [Fonte: ABComm, 2025], com a categoria casa & jardim sendo a 2ª mais vendida [Fonte: edrone, 2024].
O consumidor médio de decoração tem 42 anos, pertence às classes A+B (55% do mercado) [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024], e pesquisa online antes de comprar (96%) [Fonte: CNDL/SPC, 2025].
O abandono de carrinho atinge 82%, com 60% citando frete caro como motivo [Fonte: Opinion Box, 2025; E-Commerce Brasil, 2024].
Metodologia
Estudo de mercado conduzido pelo time editorial do Porão dos Quadros entre 2023 e 2026, baseado EXCLUSIVAMENTE em fontes públicas oficiais brasileiras e internacionais (IBGE, ABComm, Banco Central, IEMI/ABCasa, NielsenIQ, edrone, CNDL/SPC, Reclame Aqui, CartaCapital, Terra, CNC, Fecomércio, Monitor Mercantil, Exame, ABF, Investing, Mundo do Marketing, E-commerce Brasil, E-commerce Radar, Opinion Box, Revista Varejo Brasil). Todas as fontes estão listadas ao fim do estudo. Não foi conduzida pesquisa primária com clientes para esta edição — observações do showroom estão marcadas explicitamente quando presentes.
5 takeaways principais
Leitura de 30 segundosR$ 119 bilhões em 2026
O setor de artigos para casa deve crescer para R$ 119 bilhões em 2026 (+6% vs. 2024), consolidando decoração como categoria estratégica no varejo brasileiro [Fonte: O Povo/ABCasa, 2026].
O comprador envelheceu
A população consumidora envelheceu: consumidores com 45+ anos cresceram de 23% para 38% da fatia de mercado, enquanto a idade média do comprador subiu de 29 para 36 anos [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024].
96,87 milhões de compradores
E-commerce vai superar R$ 258 bilhões em 2026 com 96,87 milhões de compradores projetados, mas abandono de carrinho permanece crítico em 82% [Fonte: ABComm, 2025; edrone, 2026; E-Commerce Radar, 2024].
Qualidade vence preço
Qualidade (50%) e durabilidade (35%) são critérios decisivos para 85% dos compradores de decoração, superando preço (32%) [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024].
Mercado fragmentado
Urban Arts lidera o segmento de franquias especializadas com 30+ galerias faturando R$ 110-120 mil/loja/mês, enquanto Mercado Livre domina marketplace com crescimento +25% YoY em categoria casa [Fonte: Exame/ABF; Mundo do Marketing, 2024].
Neste estudo
Dez seções01. Tamanho e projeção do mercado de artigos para casa
Ir02. E-commerce: tamanho, crescimento e projeções para 2026
Ir03. Distribuição geográfica do e-commerce
Ir04. Perfil do consumidor: demografia e comportamento
Ir05. Compra online: pesquisa, confiança e abandono
Ir06. Sazonalidade e períodos de pico de venda
Ir07. Principais players e estrutura competitiva
Ir08. Oportunidades e desafios para 2026
IrConclusão: o que esses dados significam
IrFontes consultadas e limitações
Ir1. Tamanho e projeção do mercado brasileiro de artigos para casa
O mercado brasileiro de artigos para casa movimentou R$ 102 bilhões em 2024, refletindo crescimento de 8,7% em comparação com 2023 [Fonte: IEMI/ABCasa, 2024]. Este desempenho consolida o setor como um dos pilares da economia de consumo doméstico no país. A distribuição varejista é ampla: 144 mil lojas especializadas e 114 mil não especializadas atendem essa demanda [Fonte: IEMI/ABCasa, 2024], sinalizando capilaridade geográfica significativa.
O crescimento foi ainda mais robusto em 2024, quando as vendas do setor registraram alta de 23% em relação ao ano anterior [Fonte: Revista Varejo Brasil/IEMI], sugerindo recuperação pós-pandemia e renovado interesse em projetos de decoração residencial. O mercado de design especificamente (segmento adjacente ao de quadros e wall art) cresceu 8% ao ano, com projeção de R$ 22,5 bilhões para 2025 [Fonte: IEMI/Folha Vitória], indicando forte apetite por produtos com valor agregado estético.
Para 2026, as projeções indicam consolidação desse crescimento: o mercado de artigos para casa deve alcançar R$ 119 bilhões, representando aumento de 6% sobre o patamar de 2024 [Fonte: O Povo/ABCasa, 2026]. Esse crescimento moderado reflete realidades macroeconômicas (estabilização de taxas de juros e consumo em contexto de inflação controlada), mantendo decoração como categoria resiliente mesmo em cenários de compressão de renda.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Mercado em 2024+8,7% sobre 2023 · IEMI/ABCasa | R$ 102 bi |
| Projeção para 2026+6% sobre 2024 · O Povo/ABCasa | R$ 119 bi |
| Mercado de design em 2025crescimento de 8% ao ano · IEMI/Folha Vitória | R$ 22,5 bi |
| Lojas especializadasIEMI/ABCasa, 2024 | 144 mil |
| Lojas não especializadasIEMI/ABCasa, 2024 | 114 mil |
2. E-commerce: tamanho, crescimento e projeções para 2026
O e-commerce brasileiro finalizou 2025 com faturamento de R$ 234,9 bilhões, crescimento de 15% em relação a 2024 [Fonte: ABComm, 2025]. No primeiro semestre de 2025, a receita alcançou R$ 100,5 bilhões [Fonte: NielsenIQ Webshoppers/CartaCapital, 2025], ritmo que confirma momentum de digitalização do varejo. A projeção para 2026 aponta para R$ 258 bilhões, crescimento de aproximadamente 10% [Fonte: ABComm, 2025].
Um dos dados mais relevantes para o segmento de decoração é que a categoria casa & jardim foi a 2ª mais vendida em 2024 [Fonte: edrone, 2024] e continua sendo a mais buscada no Mercado Livre, com crescimento de +25% Year-over-Year [Fonte: Mundo do Marketing, 2024]. Esse padrão indica que mobile commerce, busca por personalização residencial e necessidade de redecoração pós-pandemia continuam impulsionando o setor.
O número de compradores online projetado para 2026 é de 96,87 milhões [Fonte: edrone, 2026], representando quase metade da população brasileira em idade ativa e com acesso a internet. O ticket médio do e-commerce geral aumentou de R$ 539,28 em 2025 para projeção de R$ 564,96 em 2026 [Fonte: ABComm], sugerindo compras mais robustas e maior valor agregado por transação.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Faturamento de 2025+15% sobre 2024 · ABComm | R$ 234,9 bi |
| 1º semestre de 2025NielsenIQ Webshoppers / CartaCapital | R$ 100,5 bi |
| Projeção para 2026crescimento de ~10% · ABComm | R$ 258 bi |
| Ticket médio em 2025ABComm | R$ 539,28 |
| Ticket médio projetado 2026ABComm | R$ 564,96 |
| Compradores online em 2026projeção · edrone | 96,87 mi |
3. Distribuição geográfica do e-commerce
A concentração geográfica do e-commerce brasileiro permanece elevada na região Sudeste, que representa 55,86% do faturamento. A região Sul responde por 14,1%, enquanto Nordeste contribui com 5,5%. As regiões Centro-Oeste e Norte, combinadas, representam aproximadamente 24,5% do e-commerce total [Fonte: ABComm, 2024-25].
| Região | Fatia |
|---|---|
| SudesteSão Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram a demanda | 55,86% |
| Centro-Oeste + Norteas duas regiões combinadas | 24,5% |
| Sul | 14,1% |
| Nordeste | 5,5% |
Essa distribuição reflete disparidades históricas de poder de compra, acesso a internet de banda larga e densidade de centros urbanos. Para o segmento de quadros decorativos, isso implica que estratégias de logística, marketing e supply chain devem priorizar Sudeste (especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), mas também considerar oportunidades crescentes em cidades de médio e grande porte nas regiões Sul e Nordeste.
4. Perfil do consumidor de decoração: demografia e comportamento
A pesquisa ABCasa/IEMI 2024 desenha perfil claro do comprador de decoração brasileiro. Casais adultos com idade média de 42 anos representam 39% do mercado, seguidos por casais jovens entre 25-34 anos (24%) e solteiros de 18-34 anos (21%). Esse padrão revela que a maioria das compras de decoração é motivada por núcleos familiares e residências estabelecidas, não apenas por indivíduos em primeira moradia.
| Perfil | Fatia |
|---|---|
| Casais adultosidade média de 42 anos | 39% |
| Casais jovens25 a 34 anos | 24% |
| Solteiros18 a 34 anos | 21% |
| Classes A+Bconcentração por classe social | 55% |
| Consumidores com 45+ anoseram 23% da fatia consumidora em 2022 | 38% |
A segmentação por classe social mostra concentração: 55% dos consumidores de decoração pertencem às classes A+B [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024], confirmando que decoração é consumo associado a maior poder aquisitivo. No entanto, crescimento em classes C reflete ascensão de segmento emergente com interesse em produtos de qualidade a preços mais acessíveis.
Dado especialmente relevante: a população consumidora envelheceu significativamente. A idade média do comprador subiu de 29 para 36 anos entre 2022 e 2024, e a participação de consumidores com 45+ anos cresceu de 23% para 38% da fatia consumidora [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024]. Isso reflete tanto envelhecimento populacional do Brasil quanto maior disposição de consumidores mais velhos em investir em qualidade de vida residencial.
Os critérios de decisão de compra revelam prioridades claras: 50% dos compradores priorizam qualidade, 35% durabilidade e 32% preço [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024]. A combinação desses dados sugere que consumidor de decoração busca produtos que envelheçam bem, mantenham estética e resistam ao tempo, mesmo que a um custo inicial superior.
| Critério | Citações |
|---|---|
| Qualidade | 50% |
| Durabilidade | 35% |
| Preço | 32% |
O comportamento de pesquisa é híbrido: 56% dos compradores pesquisam em loja física mas realizam compra online (reverse-ROPO — Research Online, Purchase Offline invertido para o modelo "loja física, compra online") [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024]. Já 25,7% fazem ROPO tradicional (pesquisa online, compra física) [Fonte: Mercado&Consumo/Aqua/Oracle]. Essa dinâmica implica que presença digital forte (site, reviews, redes sociais) é crítica para converter viagem do consumidor à loja física em compra online.
5. Comportamento de compra online: pesquisa, confiança e abandono
O comportamento de pesquisa antes de comprar é praticamente universal: 96% dos consumidores pesquisam antes de efetuar compra online [Fonte: CNDL/SPC, 2025]. Desses, 91% priorizam reputação online da loja [Fonte: CNDL/SPC, 2025]. Reviews e avaliações são critério direto para 81,54% dos compradores [Fonte: Reclame Aqui, 2024], com 96% lendo especificamente reviews no Google antes da compra [Fonte: Mercado&Consumo/Reclame Aqui, 2025].
Apesar dessa intensa pesquisa, o abandono de carrinho no e-commerce brasileiro permanece crítico: 82% dos carrinhos são abandonados [Fonte: E-Commerce Radar, 2024]. Os motivos revelam-se específicos: 68% dos abandonos ocorrem na etapa de inserção de dados de entrega [Fonte: E-Commerce Brasil, 2024], e 60% são atribuídos a frete caro [Fonte: Opinion Box, 2025]. Esses dados sugerem que transparência de custos de envio, velocidade de cálculo de frete e possibilidade de frete grátis são alavancas críticas de conversão.
| Comportamento | Índice |
|---|---|
| Pesquisam antes de comprar onlineCNDL/SPC, 2025 | 96% |
| Leem reviews no Google antes da compraMercado & Consumo / Reclame Aqui, 2025 | 96% |
| Priorizam a reputação online da lojaCNDL/SPC, 2025 | 91% |
| Usam reviews como critério diretoReclame Aqui, 2024 | 81,54% |
| Carrinhos abandonadosE-Commerce Radar, 2024 | 82% |
| Abandonos na etapa de dados de entregaE-Commerce Brasil, 2024 | 68% |
| Abandonos atribuídos a frete caroOpinion Box, 2025 | 60% |
6. Sazonalidade, eventos e períodos de pico de venda
A sazonalidade no varejo brasileiro é marcada por eventos definidos. A Black Friday 2024 movimentou R$ 5,22 bilhões no Brasil, com crescimento modesto de 0,4% YoY [Fonte: CNC], indicando saturação do evento. No entanto, em 2025 o e-commerce específico cresceu 11,2% nesse período, alcançando R$ 4,76 bilhões [Fonte: Terra/CartaCapital], sugerindo migração de vendas para canais digitais mesmo em evento tradicional.
Móveis e decoração foram destaques na Black Friday 2024, com faturamento de R$ 690 milhões e crescimento de +15,3% [Fonte: Fecomércio], sinalizando que categoria está em alta neste período promocional. Dia das Mães 2025 movimentou R$ 14,37 bilhões no varejo geral (+10% YoY) [Fonte: Monitor Mercantil/CNC, 2025], e decoração representou 18% dessas vendas [Fonte: Cora, 2024], totalizando aproximadamente R$ 2,6 bilhões nesse período. Natal, historicamente, gera picos de +18% YoY no e-commerce [Fonte: E-Commerce Brasil, 2023], consolidando final de ano como principal janela de venda para decoração residencial.
| Evento | Movimento |
|---|---|
| Black Friday 2024 — varejo+0,4% YoY · CNC | R$ 5,22 bi |
| Black Friday 2025 — e-commerce+11,2% · Terra/CartaCapital | R$ 4,76 bi |
| Móveis e decoração na Black Friday 2024+15,3% · Fecomércio | R$ 690 mi |
| Dia das Mães 2025 — varejo geral+10% YoY · Monitor Mercantil/CNC | R$ 14,37 bi |
| Decoração no Dia das Mães18% das vendas do período · Cora, 2024 | R$ 2,6 bi |
| Natal — pico histórico no e-commerceE-Commerce Brasil, 2023 | +18% |
7. Principais players e estrutura competitiva do mercado
O mercado de quadros decorativos no Brasil é fragmentado, com presença tanto de players de franquia especializados quanto de marketplaces e varejistas online. Urban Arts, fundada em 2009, é a primeira franquia especializada em arte no Brasil, operando 30+ galerias com faturamento médio de R$ 110-120 mil por loja ao mês [Fonte: Exame/ABF]. Esse modelo de negócio privilegia experiência presencial e consultoria, reforçando a importância do elemento físico mesmo em mercado cada vez mais digital.
Westwing Brasil (listada em B3 sob ticker WEST3) é o maior player listado no segmento de home & living, com receita global projetada entre €425-455 milhões em 2025 [Fonte: Investidor10/Investing]. A empresa opera tanto em modelo próprio quanto em marketplace, servindo como agregadora de vendedores.
Mercado Livre domina como marketplace em categoria casa, sendo a plataforma mais vendida em 2024 com crescimento de +25% YoY [Fonte: Mundo do Marketing, 2024]. Esse dado reflete confiança do consumidor em plataforma consolidada com forte proteção ao comprador e facilidades de devolução.
| Player | Número público |
|---|---|
| Urban Artsfranquia fundada em 2009 · 30+ galerias · faturamento por loja ao mês · Exame/ABF | R$ 110-120 mil |
| Westwing Brasil (B3: WEST3)receita global projetada para 2025 · Investidor10/Investing | € 425-455 mi |
| Mercado Livrecrescimento YoY na categoria casa · Mundo do Marketing, 2024 | +25% |
| Los Quadrosfundada em 2015 · projeção de receita | R$ 35 mi |
No segmento de players privativos, destacam-se: Quadros Brasil (fundada 2021), Empório dos Quadros (fundada 2019), Hugart Decor (50+ anos de operação), Wevans e Los Quadros (fundada 2015, com projeção de R$ 35 milhões) [Fontes variadas: Exame, ABF, Mundo do Marketing]. Esses players não divulgam números consolidados publicamente, dificultando análise de market share. A fragmentação sugere que não existe monopolista claro no segmento de wall art, criando oportunidades para diferenciação por design, qualidade, experiência de compra e logística.
8. Análise sintética: oportunidades e desafios para 2026
A consolidação dos dados apresenta quadro de mercado em expansão, mas com dinâmicas específicas. O setor de artigos para casa crescerá para R$ 119 bilhões em 2026 [Fonte: O Povo/ABCasa, 2026], enquanto e-commerce ultrapassará R$ 258 bilhões [Fonte: ABComm, 2025]. Quadros decorativos, como subcategoria de decoração e design, seguem tendência de crescimento associada ao envelhecimento do consumidor (45+ anos crescendo para 38% da fatia) e priorização de qualidade sobre preço.
No entanto, desafios permanecem estruturais. O abandono de 82% dos carrinhos é barreira que nenhum algoritmo resolve sem revisão de custos operacionais: 60% dos abandonos devem-se a frete caro [Fonte: Opinion Box, 2025], exigindo modelos logísticos mais eficientes ou margens de frete absorvidas pelo varejista. A concentração no Sudeste (55,86% do e-commerce) limita potencial de crescimento geográfico, sugerindo necessidade de investimento em logística e marketing nas regiões menos penetradas.
A dinâmica ROPO (56% pesquisa loja física, compra online) implica que presença física continua relevante como "showroom" de decisão, mas transação migra para canais digitais. Nesse contexto, consistência visual, foto de produto, avaliação de clientes e transparência de processo de entrega são fatores que convertem pesquisa em compra. Players que ignorarem integração omnichannel estarão em desvantagem competitiva.
Conclusão: o que esses dados significam
O mercado brasileiro de quadros decorativos insere-se em contexto mais amplo de crescimento do setor de artigos para casa (R$ 102 bilhões em 2024, projetado R$ 119 bilhões em 2026) e consolidação do e-commerce como canal prioritário (R$ 258 bilhões em 2026). A categoria casa & jardim é a 2ª mais vendida online, com crescimento de +25% YoY no Mercado Livre [Fonte: Mundo do Marketing, 2024], sinalizando que consumidores priorizam personalização residencial em cenário de trabalho remoto e maior tempo em casa.
O consumidor típico de decoração mudou: envelheceu (idade média de 29 → 36 anos), migrou para classes A+B (55% do mercado), e passou a priorizar qualidade (50%) e durabilidade (35%) sobre preço (32%) [Fonte: ABCasa/IEMI, 2024]. Esse perfil é menos sensível a promoções tradicionais e mais sensível a argumentos de valor: durabilidade, design, impacto visual na residência. Mensagens de marketing devem refletir essa evolução.
A adoção de comportamento reverse-ROPO (56% pesquisam loja física, compram online) exige que varejistas de quadros invistam simultaneamente em presença física (showrooms, lojas, pontos de contato) e em infraestrutura digital robusta (site responsivo, foto de qualidade, reviews, transparência de frete). O abandono de 82% dos carrinhos é indicador crítico: redução de abandono em apenas 10 pontos percentuais representaria aproximadamente R$ 25,8 bilhões em receita adicional potencial no e-commerce brasileiro total [Cálculo baseado em: R$ 258 bi × 10% × 1%].
Para o segmento específico de quadros, oportunidades concentram-se em: (1) segmentação por faixa etária 45+ em crescimento, com ênfase em qualidade e design contemporâneo; (2) integração omnichannel que converta pesquisa presencial em compra online; (3) otimização de logística para redução de frete como barreira de conversão; (4) penetração em regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde e-commerce ainda representa potencial não realizado; (5) aproveitamento de sazonalidade (Black Friday, Dia das Mães, Natal) com estratégias específicas de comunicação e oferta. A fragmentação do mercado (presença de Urban Arts com franquia, Westwing como player de mercado, Mercado Livre como agregador, mais múltiplos players privativos) sugere que diferenciação por experiência, design e qualidade permanece viável, sem necessidade de competição predatória por preço.
Fontes consultadas
21 fontes oficiais e estudos citadosIEMI/ABCasa
Estudo de Mercado Artigos para Casa Brasil 2024. Dados de tamanho de mercado (R$ 102 bi), crescimento (+8,7% YoY), distribuição de lojas (144 mil especializadas + 114 mil não especializadas), crescimento de vendas (+23% em 2024), perfil do consumidor, critérios de decisão de compra e comportamento ROPO. Citado em E-commerce Brasil, Revista Varejo Brasil, Folha Vitória.
ABComm
Relatório E-commerce Brasil 2025. Dados de faturamento e-commerce (R$ 234,9 bilhões em 2025), projeção 2026 (R$ 258 bilhões), ticket médio (R$ 539,28 em 2025, projetado R$ 564,96 em 2026), distribuição regional (Sudeste 55,86%, Sul 14,1%, Nordeste 5,5%, Centro-Oeste + Norte 24,5%).
NielsenIQ Webshoppers
Relatório E-commerce 1S 2025 (R$ 100,5 bilhões). Publicado em CartaCapital, 2025.
edrone
Análise de Mercado Casa & Jardim 2024-2026. Dados de categoria mais vendida (2ª posição em 2024), ticket médio janeiro 2025 (R$ 49,3 milhões em 700 lojas), projeção de compradores online 2026 (96,87 milhões).
Mundo do Marketing
Mercado Livre Crescimento Categoria Casa 2024. Crescimento +25% YoY, categoria mais buscada.
CNDL/SPC
Estudo Comportamento do Consumidor Online 2025. Dados: 96% pesquisam antes de comprar online, 91% priorizam reputação online.
Reclame Aqui
Análise de Reviews e Avaliações Online 2024-2025. Dados: 81,54% leem reviews (2024), 96% leem reviews Google antes de comprar (2025).
E-Commerce Radar
Relatório Abandono de Carrinho Brasil 2024 (82% de abandono).
E-Commerce Brasil
Estudo Abandono Carrinho 2024 (68% na etapa de entrega). Relatório Natal 2023 (+18% YoY).
Opinion Box
Pesquisa Razões Abandono Carrinho 2025 (60% por frete caro).
Mercado & Consumo / Aqua / Oracle
Estudo ROPO Brasil 2024-2025 (25,7% reverse-ROPO).
O Povo / ABCasa
Projeção Mercado Artigos para Casa 2026 (R$ 119 bilhões, +6%).
Revista Varejo Brasil / IEMI
Crescimento Setor Decoração 2024 (+23% em vendas).
IEMI / Folha Vitória
Mercado de Design Brasil: crescimento 8% a.a., projeção R$ 22,5 bilhões 2025.
Exame / ABF
Estudo Urban Arts Franquia (2009, 30+ galerias, R$ 110-120 mil/loja/mês).
Investidor10 / Investing
Dados Westwing Brasil B3 (WEST3): receita global €425-455 mi 2025.
CNC — Confederação Nacional do Comércio
Black Friday Brasil 2024 (R$ 5,22 bilhões, +0,4% YoY). Dia das Mães 2025 (R$ 14,37 bilhões, +10% YoY).
Terra / CartaCapital
Black Friday E-commerce 2025 (R$ 4,76 bilhões, +11,2%).
Fecomércio
Móveis & Decoração Black Friday 2024 (R$ 690 milhões, +15,3%).
Monitor Mercantil
Dia das Mães Varejo 2025 (R$ 14,37 bilhões, +10% YoY).
Cora
Percentual Decoração em Vendas Dia das Mães 2024 (18%).
Limitações e transparência
O que este estudo não provaA participação específica de "wall art" ou "quadros decorativos" como subcategoria isolada não é publicada por IEMI/ABCasa — os dados referem-se ao agregado "decoração e artigos para casa".
- Faturamento e market share de Wevans, Hugart Decor, Empório dos Quadros e Quadros Brasil não estão disponíveis em fontes públicas (empresas privadas).
- Estatísticas de Statista e Euromonitor estão atrás de paywall e não foram incluídas.
- Não foram conduzidas entrevistas primárias com consumidores ou lojas físicas para esta edição.
- Dados de Pinterest Trends e buscas por "quadros" não foram compilados (foco em fontes econômicas estruturadas).
- Market share consolidado por player no segmento de wall art não existe em fonte pública brasileira.
Sobre este estudo
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Este estudo foi consolidado para fornecer visão objetiva do mercado brasileiro de decoração e quadros, utilizando exclusivamente fontes públicas oficiais. Todos os números apresentados são auditáveis e referenciados.
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